Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Mobbing ou Assédio Psicológico

 

Quantos casos não conhecemos nós de injustiças, no trabalho, pessoas com as capacidades involuntariamente atrofiadas, impedidas de se libertarem e darem o melhor de si?

Quantas vezes nos questionamos da razão pela qual alguém que até merece mais oportunidades e sem razão aparente não é galardoada com o reconhecimento devido?

Por vezes são situações incríveis que nos relatam e que por mais que tentemos dar uma solução legal, não conseguimos senão encolher os ombros e rezar para que algo miraculoso aconteça, repondo assim alguma justiça.

Esses e outros casos não são muito falados nos meios de comunicação nem pelos políticos, não são detectáveis pela justiça, não são facilmente solucionados por ninguém.

A esses casos dá-se o nome de Mobbing ou Assédio Psicológico.

Foi por essa razão e por conhecimento de casos reais que resolvi publicar algo sobre a matéria e partilhar com todos os que precisam de ajuda ou de esclarecimento.

Espero que vos seja útil e caso pretendam, podem aqui DENUNCIAR as vossas vivências e/ou situações conhecidas, pois ninguém merece estar sozinho nesta luta.

 

O QUE É O MOBBING?

 

Violência moral ou psíquica no trabalho: actos, atitudes ou comportamentos de violência moral ou psíquica em situação de trabalho, repetidos ao longo do tempo de maneira sistemática ou habitual, que levam à degradação das condições de trabalho idôneo, comprometendo a saúde ou o profissionalismo ou ainda a dignidade do trabalho.

        

         Em inglês, “to mob” significa “agredir”. Na prática, podemos traduzir isso com duas palavras: vergonhosa intimidação. Uma verdadeira praga social, comparável – pela gravidade e vastidão – ao fenómeno da usura. É um verdadeiro fenómeno de delinquência massiva, com três componentes: a vítima (o “mobizado”), o carnífice(s) (Mobbers) e os cúmplices (os colegas, a representação sindical...)

       Perfil pessoal da vítima: inteligente um pouco mais do que a média, altruísta, ingênuo, insatisfeito, honesto, com uma certa consideração dos valores, apegado ao trabalho e à empresa. Não tolera injustiças com ninguém.

Perfil pessoal do mobber: malvado, muitas vezes com referência à meritocracia da firma, de nível medíocre, certamente com problemas na própria família, ladrão...

Muitos dos comportamentos dos mobbers caracterizam fielmente aqueles mafiosos: motivações de fundo (na maioria das vezes, o dinheiro), mania de grandeza, vontade criminal, cumplicidade em eliminar alguém, o agir escondido...

O mobbing é usado naquelas firmas que querem afastar um dependente que se tornou incómodo. Muitas vezes não é a própria firma que começa o mobbing, mas acaba endossando a mesma. Pode-se imaginar uma firma que dá razão ao empregado e considera errado o manager (gerente, diretor, encarregado etc)? Essa é uma situação grave, porque a firma, mesmo sabendo e conhecendo, deixa a coisa correr e, a partir de um certo momento, participa da situação já que a aposentação ou afastamento do empregado é assinada pela firma e não pelo diretor.

O mobbing  verifica-se nas firmas de grande e média dimensão. Em primeiro lugar porque naquelas firmas de carácter patronal, é mais fácil o afastamento/aposentação individual e, em segundo lugar, porque os grupos para-mafiosos mobbistas surgem e enraízam-se nas grandes firmas, justamente onde, na ausência de um patrão, é mais fácil reger as coisas como se deseja.

Porque existe o mobbing?

Na maioria dos casos, na origem das situações está o dinheiro: gorjetas, gratificações, trabalhos paralelos etc, que alguns, em virtude da própria posição, exigem e consideram justo pedir. Em algumas ocasiões, pode ser também que na origem do mobbing esteja algum preconceito (por ser gordo, p.ex.). Outras vezes, o mobbing atinge algum empregado “rebelde” quando, por exemplo, o mesmo rejeita trabalhar ao domingo, justificando com o seu contrato de trabalho.

É preciso, contudo, distinguir o mobbing de alguns comportamentos semelhantes como o bossing (uma espécie de mobbing entre chefes de trabalho), o protecionismo dos quartéis, o assédio sexual das secretárias que não querem submeter-se a tanto. Todos estes casos manifestam somente sintomas de mobbing.

mobbing refere-se à vontade de libertar-se da pessoa incómoda através do afastamento/aposentação ou da demissão. No início, o fenómeno é vertical: do chefe para o empregado. Mas, em certo momento, também passa a ser horizontal, entre os colegas de trabalho.

O que é que o mobbing provoca? Muitos danos: ansiedade, insónia, depressão, e, nos casos mais graves, distúrbios (algumas vezes irreversíveis) psicológicos, além do surgimento de patologias como eczemas, erupções cutâneas, tumores....

O que fazer diante do mobbing? Duas coisas: resistir (resistir, resistir, resistir) e recolher provas. Por quê? Porque as firmas começarão a parar de usar o mobbing quando os juízes julgarem as firmas e lhes derem alguma sentença pesada.

 

MAURO CORRADINI

DEZ CONSELHOS PARA RESISTIR AO MOBBING

 Mobbing – humilhação sofrida no exercício profissional.

Mobbers – aquele que provoca a humilhação.

Mobbizante – ação que gera humilhação.

Mobbizado – vítima de mobbing.

 

Conselhos práticos para resistir ao Mobbing e não se deixar envolver por ele (um decálogo).

 

  1. Tenha paciência. – O percurso contra o Mobbing (humilhação no exercício profissional) é longo, penoso e difícil; organize-se para uma luta em que, no final será vencedor. O tempo está a seu favor: depois de um período inicial de desânimo e depressão, encontrará força para viver, sorrir, vencer os mobbers (aquele que provoca a humilhação), e ser justamente indemnizado pelos danos sofridos.

  2. Não ceda ao desânimo e à depressão. – O mobbing, àquele que é subjugado, não acontece por culpa da vítima. Os motivos sócio-psicológicos que estão na origem do mobbing são múltiplos e complexos, objecto de estudo de sociólogos, psicólogos e juristas. A vítima é apenas o “bode expiatório” de uma situação que não depende da culpa de quem é submetido a isso.

  3. Não tema uma possível demissão. – A primeira ideia que um mobbizado (aquele que sofre a humilhação) tem é a de fugir e livrar-se da situação de stress, abandonando o problema. Na verdade, muitas vezes, o mobbing tem  somente a finalidade de “poder dispensar impunemente”. Pedir demissão, certamente, liberta-o do problema, porém, dá vitória ao mobber. Recorra a um período de licença por doença prevendo somente o tempo estritamente necessário. Utilize a seu favor especialmente os períodos de férias não gozados ou reposições de horas. Tenha bem presente que ao voltar ao trabalho, após esses períodos mais ou menos longos de ausência, você poderá encontrar a situação ainda pior, pois, o mobber teve todo tempo para melhor se organizar contra si.

  4. Não pense ser o único.- Calcula-se, por baixo, que na Itália existam pelo menos um milhão e meio de “mobbizados”, (aproximadamente 6% da força de trabalho). Pensar ser o único é um equívoco; cada um é um entre tantos.

  5. Organizar-se para resistir. – Considere que, segundo cálculos realizados pela Organização Internacional do Trabalho, acções praticadas contra os “mobbizados” custa a uma empresa cerca de 190% da remuneração anual bruta de um funcionário. Alguns desses custos são: - o tempo empregado pelo mobber para estudar novas formas de oprimir ou perseguir aquele que requereu a acção; - perda de moral entre os outros funcionários; - os dias de trabalho perdidos devido a licença por causa do mobbing; - os custos decorrentes de tratamentos dos trabalhadores doentes por causa do mobbing; - os custos gerados por dispensas voluntárias; - a empresa, por causa do mobbing, perde funcionários competentes e produtivos; - a substituição do trabalhador dispensado tem um custo para a empresa, em termos de know – how; - os ressarcimentos, por causas civis, aos trabalhadores mobbizados.

  6. Recolha documentação sobre humilhaçõcs sofridas. – Pelo facto de não haver  legislação específica sobre mobbing as acções contra isso enquadram-se em acções por infracções previstas penal e administrativamente, tais como: abuso de poder, ameaças, violência privada, difamação, calúnia, lesões pessoais etc; em relação a ilícitos administrativos: danos ao património, falsificação etc; torna-se necessário documentar-se da melhor forma possível as acções “mobbizantes” cometidas contra si. Portanto: - arregimente colegas dispostos a testemunhar (mesmo que isso seja difícil); - tenha um diário de cada acção mobbizante e indique data, hora, autor, descrição, pessoas presentes, testemunhas; - tenha uma previsão das consequências psico-físicas causadas por ações mobbizantes sobre o organismo. O mobbing faz adoecer e os sintomas psíquicos são: insónia, ansiedade, depressão, fobia etc; os físicos são: cefaleia, dores musculares, problemas cardíacos, acidez gástrica, tremores, falta de apetite, apetite exagerado, diminuição da potência e do desejo sexual etc; os problemas relacionados a comportamento são: perda da auto-estima, falta de confiança em si mesmo, sentimento de inutilidade, etc. Isso poderá ajudar a identificar os danos causados de modo a documentar tudo em vista a pedido de indemnização por danos morais. Coloque tudo por escrito, protocole e encaminhe ao órgão competente. Transforme qualquer ordem recebida verbalmente em requerimento escrito, tipo: “fulano pediu-me para fazer isso, peço confirmação por escrito”. Muitas vezes não virá resposta mas isso já será prova de uma acção mobbizante, entre tantas já sofridas.

  7. Procure aliados. -Isso nem sempre é fácil, pois os colegas nem sempre têm tal disposição. Muitas vezes se afastam para que o mobbing dirigido a si não se volte também contra eles. Muitas vezes, no mobbing transversal, são os próprios colegas os mobbers que infligem humilhação. Em todo caso, não se isole; cultive as relações sociais e as familiares, mesmo que sejam prejudicadas sob o aspecto afectivo ou sexual. Explique aos seus familiares o que é o mobbing e as consequências que disso advêm para si. Não tenha vergonha de sua situação, fale com as pessoas que o rodeiam para que estejam a par da situação, para que possam orientá-lo, para reforçar sua auto-estima; mas, cuidado para não cair no extremo do exagero. Falar incessantemente dos seus problemas, focalizar a atenção unicamente sobre o seu drama pode cansar os amigos e familiares e isso pode levá-lo ainda mais ao isolamento. O seu matrimônio, sua família, seus amigos podem entrar em crise. Assim, aconteceria o fenómeno do “duplo mobbing”, pelo qual as pessoas co-envolvidas pelo mobbing somam cinco vezes o número dos diretamente atingidos.

  8. Denuncie o mobbing. - Esta é uma actividade a ser desempenhada com atenção ponderada, de modo a evitar que as denúncias possam levá-lo a distorções (possíveis queixas por difamação). Escreva a história de seu mobbing, seja o mais claro e conciso possível, antes de a divulgar, guarde-a e, depois de pelo menos uma semana, volte a lê-la novamente; elimine o supérfluo; conserve somente aquilo que é importante. A exactidão em detalhes torna cansativa sua história; o importante é chamar a atenção do leitor. Faça uso de jornais, televisão privada, rádios locais, sindicato, associação de categorias. Denuncie factos reais e documentados. Escreva cartazes e coloque em lugares permitidos. Divulgue dentro da empresa, essa divulgação poderá fazer surgir, entre os outros funcionários, um movimento de opinião a seu favor. Lembre-se que a publicação de sua denúncia pode ser incompatível com os actos de ofício (ou segredo de justiça). Peça cópias da documentação que existe nos autos de ofício e em sua pasta particular; isso é um direito seu , ter acesso aos autos judiciais ou administrativos relacionados consigo e com a sua pasta pessoal, permitir-lhe-á ter acesso a todos os documentos que lhe interessam.

  9. Inscreva-se em uma associação contra o Mobbing. – Escolha unicamente associações que sejam apolíticas, sindicais, aconfessionais, que não tenham finalidade lucrativa.

  10. Procure as vias legais. – Nesse caso, não seja impaciente. Na escolha entre o procedimento penal e/ou civil (causa do trabalho, indemnização do dano biológico) prefira o procedimento civil. A tramitação de uma causa trabalhista é longa, mesmo em caso de ganho em primeira instância pode-se esperar um recurso por parte da empresa. Pode calcular um mínimo de quatro até oito ou dez anos. Recorra a um bom advogado, que tenha experiência de causas de mobbing e que, com certeza, não tenha vínculo algum com a sua empresa. Esclareça logo os objetivos que pretende atingir (dano biológico, dano ao património, reintegração ao trabalho, nova contratação, indemnização de qualquer tipo de danos etc.) e fixem as vias percorrer. Envolva o menor número de pessoas; possivelmente só as da sua empresa; desse modo, o seu advogado não terá que enfrentar um exército de advogados da contra-parte, os quais se unirão contra a sua demanda. Sucessivamente é possível iniciar um procedimento contra os autores materiais do mobbing; por exemplo, no caso de funcionários públicos será possível documentar o dano ao erário causado por aqueles que o prejudicaram por mobbing.  

http://www.stopmobbing.it/O%20QU%20E%20O%20MOBBING.htm

 

Neste enderesso encontam tudo ou quase tudo o que pretendem saber sobre o assunto:

http://www.avbdesign.com/assedio/links.html

 

Boa sorte e até breve

publicado por Paulo Batista às 00:38
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39 comentários:
De anabatista71@hotmail.com a 30 de Setembro de 2007 às 14:52
O mobbing é um acto de covardia por parte de quem o comete.
O mobber é um individuo frustrado que não sabe como preencher a sua vida. Resolve, então, enferninzar a dos outros para que a sua vida faça sentido.
É preciso parar estes monstros. Só com muita coragem, paciência e persistência se consegue e é nestas alturas que se vê quem são os nossos amigos e colegas e se vê que valores eles têm: se o da cobardia, negando-se a apoiar a vítima de mobbing, se o da dignidade, defendendo-o e denunciando o que sabem.
Espero que os segundos sejam em maior número!
De Cidonio Silva a 31 de Outubro de 2008 às 11:20
E porque não há nada sobre o assunto narrando situações ao contrário?
De funcionários que fazem a vida negra dos Gerentes e Patrões ?
Usando os "benefícios" que o Código lhes dá?
O nome dado é o mesmo?
Já tem um nome para isso também?
Pessoas que vão a procura de trabalho em pele de cordeiro e depois da experiencia e contrato assinado fazem tudo e mais alguma coisa para forçar o despedimento e cairem nas graças dos subsidios???
Aguardo retorno,
Cidonio Silva.
De Paulo Batista a 1 de Novembro de 2008 às 00:19
Caro Cidonio Silva,
Bem-vindo à discussão sobre Mobbing e Assédio Psicológico.
Como pode verificar pela explicação que já foi feita, à qual deve ter prestado bastante atenção, a julgar pelo tempo que demorou a lê-la (19 min. e 14 seg.) e muito bem, pois deve ter lido com atenção, o assunto está dirigido a pessoas que sofrem pressões no trabalho por parte de patrões, superiores e/ou colegas, pelos motivos mais disparatados e absurdos como, estou certo, deve ter percebido.
Essas pessoas devem ser ajudadas da melhor maneira possível, que é o que estou a tentar fazer, pois não existem muitos meios de se defenderem, sim…., defenderem-se de pessoas sem escrúpulos que usam todos os meios para atingir outro (s).
Denoto uma certa raiva no seu comentário, como se eu o estivesse a pretender atingir particularmente, e não é esse o caso, pois não o conheço e muito menos estando a mais de 100 Km de onde moro. Mas mesmo que o conhecesse teria certamente de lhe perguntar, como é que alguém que tem tanto contra as pessoas vítimas de mobbing, faz uma pesquisa na internet, em horário de trabalho (12h23m),o que não é muito correcto, sobre as mesmas http://www.google.com/search?q=assedio%20psicologico&rls=com.microsoft:pt:IE-SearchBox&ie=UTF-8&oe=UTF-8&sourceid=ie7&rlz=1I7SUNA . Nesta página de busca, parou logo numa que falava em legislação, ou seja, o meu blog.
O que estava a procurar? Uma maneira de as ajudar, ou uma maneira de se defender?
Caro Senhor, não defendo todos os trabalhadores de igual modo, defendo os que são vítimas no real sentido da palavra, aqueles que injustamente são prejudicados e que sofrem problemas gravíssimos na sua vida profissional e pessoal devido ao tratamento desumano a que estão sujeitos.
Aqueles a quem o senhor se refere, aos trabalhadores oportunistas, sem escrúpulos, que se aproveitam da boa vontade de alguns patrões bem-intencionados, desejo que sejam desmascarados sem perdão, para que os seus patrões continuem a progredir no seu negócio, a dar boas condições aos seus empregados e a contribuir para um País melhor.
Aos “mobbizados”, que pouca ou nenhuma ajuda têm legalmente, desejo de igual modo muita paciência, pois um dia a justiça será feita.
Espero poder prestado os esclarecimentos pretendidos.
Paulo Batista
De Olga Velez a 1 de Abril de 2010 às 10:27
Bom dia,
pelo aqui exposto é evidente que nunca sofreu na pele os maus tratos psicológicos de alguém que tem poder, pois o Mobbing é feito desta forma, do maior para o mais pequeno.
Não vou explanar o meu caso, porque me causa muito sofrimento, no entanto deixarei aqui a consequência da maldade desta atitude: Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica.
São doenças pouco compreendidas, ainda que a sua existência remonte a centenas de anos.
Para melhor compreensão do que aqui deixo, sugiro uma passagem de olhos pelo youtube, digitando a tag fibromialgia. Aí pelos depoimentos de muitos fibromiálgicos (alguns vídeos feitos por mim) compreenderá certamente que ninguém tem o direito de fazer sofrer ao ponto que se sofre!!!
Tenha um bom dia, e pondere um pouco no que é a violência do "Mobbing".
Cumprimentos
Olga Velez
De antonio andrade a 3 de Junho de 2011 às 12:09
Sou sindicalista na CP (Comboios de Portugal), já fui perseguido nesta empresa por defender os meus colegas dos processos disciplinares ai aplicados.
Para me tentarem comprar puseram-me a exercer funções superiores, nunca me as considerando com tal em 2003 estive muito doente por causa de um problema de saúde e a partir dai começou tudo
tive um processo em Tribunal do Trabalho de Lisboa, por causa dessas funções em que esta provado em que eu tenho documentos informáticos que não pertencem ao núcleo das minhas funções porque eu fui a tribunal pedir o mesmo indicie que a empresa deu por um processo mais longo e por concurso.
Trabalho por turnos estive em escalas sem serviço, estive com o meu nome fora da escala, estive sem 14,5% da minha renumeração, ocultavam-me sempre informação do meu dia a dia de trabalho, fui transferido a meu pedido para outra estação em três dias em que o ar que se respirava era insuportável tinha todos os pretextos para eu errar para me fazerem um processo disciplinar.
O meu colega que desempenhou as mesmas funções que eu teve o abono e pagamento de exercício de funções superiores, eu estive desempenho neste local de trabalho nos anos de 2000, 2001 e 2002 até 12 de Maio, o qual reclamei ao substituem-me por um colega que ao fim de seis meses abrem -lhe concurso para Chefe de Equipa. Nas notas de avaliação reclamei sempre não me dando uma resposta pelo período em que estive em funções superiores. No dia 07 de Fevereiro de 2003 entra um colega, que tentou tudo para me derrubar e prejudicar com participações com e emails por telefone na minha ausência falava tudo de mal sobre mim quando nunca lhe dei confiança para tal foi ao indicie por concurso em Janeiro de 2010, no qual também fui candidato ao concurso o qual não recebi a devolução da candidatura reclamei para o Conselho de Administração foi-se embora para o Metro de Lisboa sem me dar resposta, reclamei para o Director de Pessoal dando-me resposta em que não me considera as funções que eu desempenhei iguais do meu colega, reclamei para a directora de recursos humanos sem obter resposta, a diferença são eu desempenhei funções na Unidade Suburbana de Lisboa e o meu colega na CP Lisboa, os documentos eram iguais que eu e ele realizavam.
Em 15 de Janeiro de 2007 marquei uma greve para o meu local de trabalho e abre um concurso para o local em que eu me transferi com duas vagas e abre mais uma quando eu concorro, sendo este concurso para meu dois colegas que já desempenhavam funções superiores e abriram mais uma para mim, perfazendo 3 vagas e não tem nada a ver com aquilo que desempenhei mas sim uma continuidade. Mas no dia 24 de Janeiro de 2007, um administrador que hoje é deputado afirma a dois meus colegas que o problema da minha antiga estação estava resolvido e o meu também mas eu só meti o pedido de transferência em 07 de Fevereiro de 2007.
De Inconformada a 3 de Outubro de 2007 às 17:42
Mais triste do que ver os efeitos do mobbing nas vítimas é ver a falta de apoio de quem poderia fazer a diferença.
Medo de represálias? Custa é dar o primeiro passo.... certamente atrás do primeiro que denunciasse a quem de direito, iriam outros, também eles inconformados com as injustiças praticadas.

Porque quem é vítima de mobbing, tem três opções: ou reage, por vezes desproporcionalmente, como um saltar de tampa após acumulação de inúmeras situações (e aí terá de sofrer as consequências, por si só desmesuradas e injustas, por se reportarem à reacção a mais um acontecimento, aqui interpretado convenientemente como isolado); ou vai aguentando, até dar completamente em doido; ou parte à procura de uma nova oportunidade, mas aqui já sabemos como é que estão as oportunidades de trabalho...
Há que ter esperança que nestas situações se fará oportunamente justiça, que os bons sairão vencedores e os maus terão o castigo merecido.
De Maria Alice silva a 26 de Julho de 2008 às 10:53
não haja duvida, se reages.... e aconteceu comigo, sindicalizada na FP há 14 anos, tive também o azar de teremos o mesmo sindicato, e este apoiou a vitima (que tinha o processo disciplinar), sendo mais uma vez altamente mobbizada pela advogada
única alternativa foi mudar de sindicato... !!!!!
e os danos psicológicos?
Haja resiliencia em altas dozes
De Conformada a 6 de Novembro de 2007 às 23:42
Trabalho numa empresa onde o ambiente de trabalho entre colegas é óptimo, infelizmente o patrão é uma pessoa sem princípios, educação, frustrado que apenas enxerga lucro e dinheiro, recorrendo a todos os meios para atingir os fins. Para além do patrão existem mais uns quantos que são os lambe botas que seguem cegamente as ordens do ditador, não questionando qualquer atitude por mais atroz que possa ser apenas e tão para ficarem bem na fotografia e continuarem na mó de cima, porque nesta empresa só com este tipo de atitude se fica na mó de cima, o trabalho nunca é valorizado, apenas se é enxovalhado quando se falha. Acontece que infelizmente, este é o modelo tipo de empresa e ainda assim, quando surgem as ainda cada vez mais raras oportunidades de emprego "são sete cães a um osso", portanto se remamos contra a maré, somos eliminados, se se mobilizamos em conjunto, obtemos resultados, mas nos dias que correm não existe o conceito de conjunto ou união entre pessoas no mundo do trabalho, é precisamente o oposto, cada um por si e em caso de "necessidade" são todos contra nós, o que nos resta é conformarmo-nos.
De Paulo Batista a 7 de Novembro de 2007 às 23:57
Cara"Conformada, lamento discordar consigo, mas não concordo quando diz: "o que nos resta é conformarmo-nos". A ideia é precisamente o contrário, é conseguir resistir a todas as pressões que se apresentam, pois quem se encontra nesta situação, tem muito pouco a perder. Além do mais existe algo que não é substituível por nada deste mundo, chama-se DIGNIDADE, é a característica que todas as pessoas deveriam por à frente das preocupações materiais e profissionais. Mais importante do que sermos dignos aos olhos dos outros incluindo família , há que ser digno com nós próprios. E aí sim, estaremos a dar uma lição a quem pensa o contrário. Quanto à falta de emprego e a situação difícil em que o mercado de trabalho se encontra, acho sinceramente que não há que temer. Haja humildade para trabalhar no que houver disponível, pois trabalhar num emprego que não tem a ver com a nossa experiência profissional ou com a nossa formação, não é o fim do mundo, apenas abre ainda mais os nossos horizontes. O que é preciso é resistir com dignidade, respeitando sempre quem nos rodeia, independentemente da coragem de cada um em assumir a sua verdadeira opinião. Há que assumir o sentido de justiça e ter mais confiança de que a união pode fazer a força e a diferença e evitar que o que se passa hoje com um possa passar-se amanhã com outro.

Desejo sinceramente que na empresa em que trabalha o conformismo possa ser substituído pela esperança de mudança através da união que, pode crer, faz mesmo a força.


De Incomformada2 a 30 de Agosto de 2009 às 15:31
Trabalhei 6 anos como subcontratada numa Empresa e fui vítima de Mobbing. Sofri ameaças de renovação de contrato de trabalho, conversas constrangedoras em salas fechadas de reunião, ora elogiada, ora espezinhada pelo meu trabalho. Fui salva mudando de departatmento mas bastaram mais 3 anos e todas as directorias mudarem para o Mobber voltar ao ataque e desta vez com testemunhas igualmente subcontratadas com medo de perder o emprego. Que posso fazer? Fiz queixa, comuniquei à minha Empresa evocando o Código de Ética da Empresa Cliente. Em questão de 2 semanas fui despedida... Quem aceita testemunhar o que viu? Ninguém. Inconformada, com pesadelos e sem coragem de recomeçar a trabalhar e enfrentar outros chefes. Estou desempregada com enormes responsabilidades. Inconformada pois claro. Tão pouco posso pedir justificação de despedimento. Os subcontratados não têm direitos.
De rui-pedro-esteves a 1 de Abril de 2008 às 14:37
Olá. Eu também já sofri na pele este flagelo na última viagem que fiz pela Patinter. Foi em 2003. Acontece que eu andava, digamos, em formação e, apesar de não estar a ganhar nada, estava a gostar da experiência, pois sempre sonhei um dia vir a conduzir camiões e sempre gostei de camiões desde os meus tempos de criança (daí que eu tirei a carta de pesados de mercadorias com reboque (CE)) e estava a ver o meu sonho tornado realidade. Acontece que, aquando terceira viagem, eu ia com ideia de falar com o encarregado, conforme me tinham sugerido na viagem anterior, só que ele já «tinha» um chofer para onde me encaminhar, encaminhou-me para ele e nem me deu hipótese de falar. Resultado: tive o azar de calhar com um sacana dum mobber que só fez com que eu perdesse a motivação e o entusiasmo pela profissão, coisa que eu não queria nada que acontecesse. Eu queria continuar a gostar daquela profissão, mas infelizmente aconteceu o que aconteceu e daí que nunca mais lá fui com algum receio de calhar com outro igual ou pior. Agora estou num emprego do Estado onde encontrei uma certa estabilidade e onde o ambiente de trabalho é porreiro. Apesar das condições precárias onde eu trabalho, estou a gostar do emprego, pois geralmente estou sozinho e costuma-se dizer que vale mais só que mal acompanhado. Apenas tenho a companhia de um cão, mas às vezes, como já ouvi outras pessoas dizerem, quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais.
De Paulo Batista a 1 de Abril de 2008 às 23:57
Caro Rui Pedro, fico muito contente por teres conseguido dar a volta por cima, nessa situação que viveste. Infelizmente nem todos podem dizer o mesmo. Estas situações que estão aqui retratadas são na maioria dos casos, situações que levam as pessoas ao desespero, á falta de força anímica para poderem reagir. E é nossa missão fazer o possível para que situações como a sua e de muitos outros, não se voltem a repetir. Como??? Aconselhando, dando o nosso testemunho, mostrando que é possível...E o facto de estarmos aqui a debater este assunto, já é uma contribuição.

Muito obrigado pelo testemunho.
Felicidades
De Maria Alice silva a 26 de Julho de 2008 às 10:39
nesta janela aberta, há procura procura de vitimas como eu que encontrei esta palavra " mobbing" para expressar tudo.
PARABÉNS E OBRIGADO
De Paulo Batista a 26 de Julho de 2008 às 13:07
Olá Maria Alice Silva.

Penso que todos nós podemos e devemos ajudar uns aos outros.

Nestas alturas que tão dificil é encontrar alguém que nos compreenda e que saiba do que estamos a falar e sentir. Penso que esta foi a melhor forma que encontrei para expor algumas situações e de contribuir para uma melhoria do estado psicológico dos mobbilizados.
Espero em breve poder contribuir e denunciar algumas mais situações que de momento são ainda permaturas, faze-lo.

O sentimento é de que a justiça tarda mas não falha.

é preciso pensar assim para conseguir resistir aos dia seguinte.

Obrigado pelo seu testemunho.
De che a 16 de Setembro de 2008 às 22:00
Faço as palavras da Maria Alice silva as minhas....
Obrigado pela ajuda que têm dado a todos os que sofrem desta atrocidade.
Só falta mesmo é ter uma força psicológica tremenda para aguentar tanta injustiça e tentar arranjar maneira de dar volta à situação.
Se alguém pudesse colocar algum link de alguma legislação para dar uma vista de olhos agradecia.
Mais uma vez MUITO OBRIGADO
cumprimentos
Che
De Paulo Batista a 16 de Setembro de 2008 às 23:53
Olá Che. Obrigado pelas suas palavras.

Penso que a única maneira de conseguir resistir a estas situações, é mesmo trabalhar de consciência tranquila. É fazermos o nosso trabalho da melhor maneira possível, tentando não dar nenhum passo maior do que a perna e muito menos em falso.
Quanto ao segredo de resistir a certas pressões, eu não o tenho. Apenas posso aconselhar a todos que desde o momento em que entramos ao trabalho até que saímos, temos de ter apenas uma preocupação, a de fazer o nosso trabalho da melhor maneira que sabemos, e para fazer melhor, é necessário formação específica.
Eu sei que é muito difícil lidar com situações de marginalização (eu sei disso muito bem....demasiado...), de nos jogarem para um canto, de nos retirarem responsabilidades, de nos anularem como profissionais e como seres humanos, etc. É terrível. Ao mesmo tempo que tudo isto se passa, é preciso não estagnar, não ficar deprimido, é necessário falar com outras pessoas sobre o que nos vai na alma, desabafar com pessoas abertas a discussões e sinceras, e também é preciso juntar trunfos a nosso favor, coleccionando provas, aliados, valorização profissional através de formações, etc. Tudo vale para continuar à tona de água, tudo vale para não nos afundarmos, tudo vale para continuarmos a ser um Ser Humano com Valor.

Nem todas as pessoas têm o mesmo grau de resistência, nem tal é exigido, claro.
Mas o lema a seguir é sempre: CABEÇA BEM LEVANTADA E CONSCIÊNCIA TRANQUILA, isto se tudo fizemos para não falhar ou prejudicar ninguém.

Está agora na moda, a táctica do Processo Disciplinar, método muito eficaz para mandar embora pessoas indesejáveis sem grande rasto.

Acontece que facilmente é arranjada uma situação anómala, na qual é atribuída responsabilidade ao funcionário, e que na nota de culpa é declarada. Mas atenção, pois são muitas as artimanhas para ludibriar o funcionário. Por vezes o que parece não é. O que em algumas situações parece algo sem importância e consequências, acaba por se tornar uma armadilha, pois o palavreado utilizado pelos advogados é traiçoeiro. E nada melhor e mais aconselhável do que recorrer a um advogado para responder a estas situações.

É no entanto neste campo que algumas entidades patronais jogam, tomando como certo que os funcionários não se vão dar ao trabalho de se aconselhar junto de um advogado (porque o dinheiro do trabalhador é curto). No entanto, é a melhor coisa a fazer. Responder à altura e dentro da Lei.

Não se esqueçam de registar tudo o que fazem e tudo o que se passa à vossa volta. (conselho de amigo). Quem sabe um dia não vos vai ser útil?

O que acabei de falar apenas se adapta a alguns casos, deixando um vasto de outras situações por mencionar.

Quanto á legislação, não tenho de momento, mas vou tentar informar-me o melhor possível e depois mencionarei aqui mesmo.

Peço desculpa se estou a ser repetitivo e um pouco confuso, mas tenho por hábito escrever o que me vem à cabeça no momento.

Já agora Che, agradeço o carinho das suas palavras, não posso deixar de o encorajar para o futuro, dizendo-lhe que empregos há muitos e dignidade existe apenas uma, A NOSSA.
De Paulo Batista a 17 de Setembro de 2008 às 00:54
TAL COMO PROMETI, E AINDA BEM QUE ME ESPEVITOU QUANTO À LEGISLAÇÃO SOBRE MOOBING / ASSÉDIO PSICOLÓGICO. aQUI VAI TUDO OU QUASE TUDO SOBRE O ASSUNTO.

SÓ ESPERO QUE ESTA INFORMAÇÃO NÃO COMPROMETA O VOSSO CONTRIBUTO COM OPINIÕES E TESTEMUNHOS AQUI NO BLOG IDEIASOLTA.

ESPERO QUE SEJA ÚTIL A INFORMAÇÃO.

ATÉ BREVE
De Paulo Batista a 17 de Setembro de 2008 às 00:56
Quase me esquecia do endereço.

http://www.avbdesign.com/assedio/links.html

De Maria a 22 de Outubro de 2008 às 12:52
É incrivel como só agora me apercebi que o que fizeram com a minha irmã tem o nome de mobbing. Eu estava a ler um artígo numa revista do jornal Sol e a pensar: esta entrevista podia ter sido dada pela minha irmã.... e o perfil e atitudes do agressor estão aqui descritas com uma exatidão incrível....
Mas o mais grave nisto é que o mobbing foi praticado por um familiar meu, pois é. Uma pessoa rancorosa, invejosa das relações entre os outros e sempre com necessidade de atenção após ter passado por um período de doença em que tinha as atenções todas viradas para ela.
Assim resolveu escolher a minha irmã para vítima( que trabalhava para ela) ao ponto de a proibir de ir a minha casa, fantástico.
A minha irmã foi despedida depois de estar um farrapo psicologicamente (só me contou a maior parte das situações após ter saído da empresa) e só lhe pagou metade da indeminização pois durante 7 anos andou a passar recibos verdes e a engordar o patronato. E para poder receber esses sete anos tería que ir a tribunal o que recusou pois estaria a por em perigo o emprego dos colegas(estão quase todos a recibos verdes desde sempre, incrível não é.
É que esta empresa é daquelas que aparecem nos jornais quando falam de troca de favores entre funcionários de instituições públicas e as empresas particulares(suponho que a inspecção geral de trabalho até esfregava as mãos).
Pensamos nós que conhecemos as pessoas. Cada vez tenho mais admiração pelo meu cão.
A minha irmã é a minha prioridade e é das pessoas mais importantes da minha vida... Como é que aquela pessoa pôde pensar o contrário?
De Paulo Batista a 22 de Outubro de 2008 às 23:10
Cara Maria.
O mobbing pode vir de qualquer parte, inclusive da menos improvável, que são as pessoas mais próximas.
Infelizmente, não temos muito por onde nos agarrar, e o sofrimento é longo.
Mas são testemunhos como os que aqui já tivemos, e como o que descreveu, que ajudam outros nas mesmas situações a superar as dificuldades.
É lógico que cada caso é um caso, mas este tipo de situações e ilegalidades devem ser denunciadas, pois ao faze-lo, estamos a evitar que situações actuais se agravem e a evitar que situações piores aconteçam.
Poder-se-á chamar de "dever de consciência" e solidariedade para com os outros em situações idênticas.
Muito obrigado pelo seu testemunho Maria, e espero que a saída da sua irmã desse local de trabalho, lhe tenha proporcionado um novo ponto de partida para um futuro mais afortunado.
De moobizado a 26 de Novembro de 2008 às 21:54
Trabalho numa grande empresa nacional e estou a ser vitima de moobing por parte dos colegas de departamento e chefe.

Tem sido horrível o dia a dia na empresa, sobretudo depois que terminei a licenciatura. Tenho obtido êxitos nas minhas áreas de formação mas não dá para abandonar o emprego (os colegas são pessoas básicas e com pouca escolaridade mas julgam ser detentores do conhecimento).

Tenho sofrido muito e aguentado ao máximo as inúmeras situações "irreais" que me fazem passar diariamente. Durante mais quanto tempo irei aguentar?!?

De Paulo Batista a 26 de Novembro de 2008 às 23:15
Boa noite.

O sofrimento e angústia de um mobbizado não é certamente algo que se possa quantificar ou medir, infelizmente, pois assim poderíamos fazer testes e provar as agressões.
Um dos factores que levam ao mobbing é precisamente a inveja de quem é mais competente, por parte de quem tem medo de se sentir ultrapassado.
Não consigo dizer-lhe quanto tempo mais vai resistir, apenas que tem de resistir.
Aconselho a ter como lema, "desde que o meu trabalho esteja bem feito, não podem pegar comigo".
Não sei qual a sua situação para não poder sair desse emprego, mas sugiro que procure um advogado que lhe aconselhe de como pode reagir em determinadas situações e como se poderá defender de eventuais armadilhas..

Devo lembrar que cada caso é um caso e que a nossa saúde mental está à frente de tudo o resto.
Qualquer coisa que possa ajudar, fico à sua disposição no meu email ( ideiasolta@sapo.pt ).

Cumprimentos.
De Silvia Sabroso a 12 de Maio de 2009 às 16:41
Caríssimos
Estamos a desenvolver no âmbito de um trabalho de mestrado na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto um estudo sobre o assédio moral no trabalho em Portugal. Em virtude deste estudo pedimos a trabalhadores com mais de 6 meses de antiguidade que colaborem de forma completamente CONFIDENCIAL, que respondam a este breve questionário (copiar link para a barra de endereço e carregar enter). Esta temática encontra-se pouco estudada no nosso país e, para colmatar essa grave lacuna, esperamos que disponibilize 5 minutos do seu tempo para que possamos perceber a sua percepção cerca das suas experiências no seu contexto de trabalho.
Se conhecer alguém que se encontre numa situação de assédio moral no trabalho, por favor, reencaminhe-lhe esta mensagem.
Obrigada, desde já, pela sua colaboração.

http://www.encuestafacil.com/RespWeb/Cuestionario.aspx?EID=470229&MT=X&MSJ=N%c3%83O_COPIAR-ESTE-LINK
De Silvia Sabroso a 13 de Maio de 2009 às 20:39
Peço desculpa pelo incómodo, mas o link que apresentei no post anterior apresenta alguns problemas. Assim, apesar de vocês, muito amavelmente terem respondido, eu não tenho acesso às vossas respostas. Sem querer abusar, mas já abusando, pedia-vos que respondessem de novo mas neste link onde os problemas de funcionamento já não existem:
http://www.encuestafacil.com/RespWeb/Qn.aspx?EID=480226
Mais uma vez desculpem e EXTREMAMENTE AGRADECIDA pela vossa colaboração
De mimi a 29 de Julho de 2009 às 16:57
olá...
Gostei do seu post e apraz-me dizer-lhe algo ainda que não saiba se o vai ler.
Minha mãe , aos 58 anos e dp . de ter sido sempre uma óptima profissional na sua área, sem queixas, sem chamadas de atenção , nem incúria nos seus procedimentos, vê-se neste momento, vitima DISTO MESMO, após fusão da empresa para a qual trabalhava com uma multinacional...ou seja, um ano dp . disto vê-se com 2 processos disciplinares, diferenças de trato perante os colegas, consecutivas chamadas de atenção sobre o seu estado ( triste e depressivo , advindo de toda a situação)...o objectivo é claro... despedir com justa causa sem que leve 25 anos de indemnização , até porque " já está velha".
Agora pergunto: Como poderá alguém defender-se? Ela tem as provas quase todas de seu lado...e depois? se mais este passar, virá mais outro, e outro , até chegar um ponto em que armazena tantos que já a podem mandar mesmo embora?
É um pesadelo o que se tem vivido, minha mãe , cabeça de casal, com 2 pais de 80 anos a seu cargo e um filho ( meu irmão mais novo) que padece de doença prolongada...que vai ela fazer aos 58 anos? Com as mãos vazias, o coração dilacerado e uma vontade de viver quase inexistente ?
Ela que sempre deu força a quem a rodeia, precisava dela toda neste momento , ou então, de ter menos 30 anos e saber que ainda sendo difícil , para ela o mercado de trabalho não se fecharia totalmente.
Li algures que os processos podem andar em tribunal cerca de 10 anos....e entretanto....o que faz a pessoa que nele se encontra? Mendiga? Vai viver para debaixo de uma ponte com os restantes familiares?
Um pedido de desculpa pelo desabafo sentido, mas este sufoco é quase insuportável, e então para ela...imagine-se!!!!

Abraço
De Paulo Batista a 30 de Julho de 2009 às 00:53
Olá Mimi. Agradeço o comentário, embora lamente a situação da sua mãe.
Os processos disciplinares cada vez mais são uma ferramenta útil e eficaz contra o despedimento.
Não serei a melhor pessoa para a aconselhar, penso que o melhor que tem a fazer é arranjar um advogado ou sindicato.
No entanto posso dar a minha opinião, pois tenho conhecimento de situações bem-parecidas com essa.
Por vezes o que vem escrito na nota de culpa, não é bem o que parece, necessita de uma apreciação mais aprofundada e com know how.
Se a sua mãe tem em sua posse testemunhos (de preferência escritos) provas, e de consciência tranquila, não têm de temer, embora a situação seja grave e complicada de suportar.
Quando nos põem um processo disciplinar, temos um timing muito curto para responder, cerca de 10 dias se não me engano, por isso é necessário ser rápido no contacto com um advogado.
Além da parte judicial, a sua mãe pode e deve investir em formação pois se algo correr mal, é o trunfo que leva para um novo emprego.
Se nos põem um processo, infelizmente o acusado é que têm de provar que é inocente, por isso as provas e testemunhos são essenciais.
Diga á sua mãe que leve as coisas mais descontraídas, pois a nossa saúde mental, está em primeiro lugar e se ficarmos sem ela, não nos vale de nada ter uma profissão.

Mimi, quanto ao desabafo, fico contente que o tenha feito, alivia e é saudável. Estarei sempre à disposição para ajudar, nem que seja só para ouvir :)

Muita coisa fica por dizer, mas continuaremos a falar aqui ou por correio electrónico.

Só mais uma coisa. Todo o artigo tem mencionado procedimentos de como proceder a estas situações, embora cada caso seja um caso diferente. Veja também os links que lá constam. São muito bons.

Depois diga-me se foram úteis.
Espero ter ajudado.

Cumprimentos
Paulo Batista
De Norbidela a 28 de Outubro de 2009 às 18:27
A minha mãe trabalha na zona industrial da Maia. Tudo o que aqui relatam é o que ela está a passar. Trabalha directamente com a mulher do patrão que é uma pessoa feia, rancorosa, frustrada, incompetente, neurótica e sem principios. Diáriamente a humilha, trata como um animal, chantagia e pressiona-a para se despedir sem qualquer direito, dizendo-lhe que lhe fará a folha e negando-lhe até férias já vencidas. O patrão, seu marido, é um lingrinhas incapaz de se impor e quando não lhe faz qualquer vontade é também por ela ameaçado que lhe põe as malas à porta. Por isso faz tudo o que ela manda. O ambiente em casa é indescritível, pois a minha mãe passa o tempo a chorar, com dores de cabeça, sempre stressada. Ela diz que não pode denunciar nada, pois todos os colegas, andam com o rabinho entre as pernas. O que poderei fazer para ajudar a minha querida mãe?
De Paulo Batista a 2 de Novembro de 2009 às 09:32
Olá Norbidela.
Realmente é complicado. Penso que poderiam pensar num diário onde todos os colegas escrevessem as atrocidades que essa mulher comete, reunir testemunhos e provas da má conduta da patroa.
Só uma prova de fogo pode levar á Sr.ª pensar no assunto e talvez mudar de atitude.
A melhor opção é falar com um advogado ou aconselhar-se no tribunal de trabalho.
As pessoas não podem submeter-se ao clima de terror e de pressão constante, senão ficam reféns desse sentimento.

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