Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Amizade pura e crua

A definição de amizade é…….
Não, não sei. Até hoje não consegui definir o que entendo por amizade. Varia tanto de pessoa para pessoa, que muito dificilmente poderemos atribuir-lhe um padrão, mesmo que seja no ponto de vista pessoal.
As pessoas são tão diferentes, com maneiras de reagir tão distintas perante as mais diversas situações, são mais ou menos presentes na nossa vida, mostram mais ou menos os sentimentos, pertencem ao estereotipo de pessoas mais ou menos educadas, têm ou não interesses em comum, assim como outras características, mas mesmo assim podem fazer parte do grupo pelas quais temos amizade.
Caracterizar alguém como nosso amigo hoje em dia, é tarefa difícil, muito difícil. Há quem só permita a entrada de pessoas para o grupo de amigos ao fim de muito tempo, de apreciar bem a outra, de a testar, impondo condições de maneiras de pensar, gostos comuns e provas de merecer a confiança pretendida, outras, pelo contrário, têm a virtude, ou não, de dar tudo o que têm logo no inicio, embora tal característica traga muitas vezes dissabores do género traição e desilusão.
Na minha opinião a amizade não é algo que se possa classificar, mas sim sentir.
No meu caso, já apanhei muitas desilusões, e ainda continuo e continuarei a tê-las (acho que sou um caso perdido), sou do tipo de pessoa que tem como lema: “amigo até prova em contrário”.
Também se pode dizer que a amizade, por vezes não é correspondida com a mesma intensidade, não querendo isso traduzir mais ou menos apreço pelo outro, apenas são sentimentos subjectivos.
Costuma-se ouvir dizer que nos momentos difíceis é que os verdadeiros amigos se revelam, mas estaríamos a ser injustos para com os outros, pois nem todos eles poderiam ajudar da mesma forma ou até aperceberem-se de alguma dificuldade pela qual passamos. É tudo muito relativo.
No final das contas, considero-me sortudo, porque tenho muitos amigos e amigas, não tenho tempo suficiente para dar atenção a todos como pretendia, de conviver mais assiduamente, enraizar ainda mais a nossa amizade, mas não seja por falta de tempo ou distância que a amizade perde a força.
Tenho vários exemplos que o podem comprovar. Amigos que vivem muito longe, que os vejo com intervalos de meses, outros que já não os vejo há anos, outros que só os vejo anualmente, outros que vejo todos os dias, outros que vivem perto de mim e que mesmo assim poucas vezes os vejo. Acontece que, com todas estas contrariedades, a amizade não se perde.
Talvez uma das características a amizade é o facto de que quando pensamos em alguém que nos é querido, imediatamente dá-nos vontade de ir ao encontro dele, e mesmo que não possamos ir nesse instante, faz-nos prometer a nós mesmos que vamos arranjar um tempinho e agendar um encontro, nem que seja para um cafezito.
 
A definição da amizade, é no mínimo pessoal e no máximo individual.
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publicado por Paulo Batista às 00:54
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Infra-estruturas desportivas em Leiria

Com efeito, nunca se viu tantas pessoas a praticar exercício nas ruas como nos dias de hoje. É já habitual vê-las nas ruas a correr ou apenas a andar, o importante é participar. São grupos grandes, grupos pequenos, constituídos por amigos ou família, são pessoas de todas as classes etárias. Por gosto, por motivos de saúde, para manter o corpo em forma, para perder uns quilinhos, ou por motivos meramente sociais.
O que é certo e importante é que os há por aí e cada vez em maior número.
Também os trajectos ao longo do rio têm vindo a melhorar, possibilitando a prática do desporto.
São infra-estruturas que custam muito dinheiro, que possibilitam o aproveitamento de zonas até então esquecidas, dando um rosto de modernidade à cidade. Tudo começou com a remodelação do estádio Dr. Magalhães Pessoa para o Euro 2004, que com efeito melhorou consideravelmente não só o próprio espaço, como o das zonas limítrofes.
É um espaço majestoso, mas desaproveitado e inacabado, já lá vão uns 3 anos mais ou menos. Pois é…acontece que continua por terminar o topo do estádio, e ainda não sabemos se vai ter mais um mini centro comercial, ou algo do género. Também o próprio estádio tem inúmeras potencialidades quanto ao aproveitamento de salas que estão vazias, à espera não sei de quê…talvez das festas de casamento, ou dos aniversários de meninos ricos ou que o reino de Deus venha fazer alguma proposta de compra de instalações.
Por que carga de água é que não se aproveitam estas infra-estruturas para fomentar a prática de desportos amadores, tais como: badmington, squash, ténis de mesa, judo, karatê, capoeira (tanto na moda hoje em dia e ainda bem), ginástica, um ginásio acessível à população menos abastada, futebol de salão, jogos de mesa (sueca, damas, xadrez, king, poker, bilhar), e tantos outros que não têm instalações próprias e que são merecedoras do mesmo respeito e tratamento?
Porque não fazer do estádio de Leiria um exemplo de uma zona exclusivamente desportiva, possibilitando a toda a população, desde a mais nova à mais idosa, que frequente este espaço com um propósito saudável?
Quem conhece um pouco de Leiria, poderá comprovar que os seus habitantes estão de costas viradas para o estádio, porque este apenas serve o interesse do futebol, mais nada.
Quantas pessoas vão ver os jogos de futebol? Nem vos digo nem vos conto, seria vergonhoso avançar com um número, já para não falar que muitos desses lugares ocupados são bilhetes oferecidos para fazer número.
Às autoridades responsáveis, eu faço um apelo. Chamem as pessoas ao estádio, de maneira a que essa afluência seja voluntária e espontânea; no entanto, para isso terão que se criar condições desportivas para satisfazer a população, para que seja ela a ir ao estádio da mesma maneira que vai ao centro comercial para passear. Para que as crianças tomem o gosto pelo desporto. Para que as pessoas possam finalmente fazer as pazes e familiarizar-se com a nossa equipa de Futebol, o União Desportiva de Leiria.
Senhora Presidente da Câmara Municipal de Leiria e senhores vereadores, reflictam bem, porque se o fizerem, acredito que muitas mais valias irão ser colhidas, ao nível do bem-estar, ao nível de impacto social, ao nível político e ao nível financeiro da infra-estrutura. Vejam o exemplo do que fizeram, e muito bem, junto ao Rio Lis.
 
26-04-07
publicado por Paulo Batista às 23:27
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Os verdadeiros bares de convívio de Leiria, já eram…..

Bons tempos esses, quando chegava o fim-de-semana e juntávamos os amigos para ir a um bar beber uns copos e ver música ao vivo.
Bares como o Yellow, o Seca Meca, o Manel, os Vicentes, o Panaceia, o Estrebaria, o Via Sacra, o Ponto Final, o Foz Bar, o Pharmácia e muitos outros, juntavam grupos desconhecidos, dos quais saíram grandes músicos e cantores tais como Paulo Fernando (teclista), David Fonseca e Rui (Silence 4), os Meninos d’Avó, Quinta do Bill, João Portugal, Emanuel, e tantos outros que desconheço o nome, mas com os quais saboreei imensas vezes as lindas vozes e canções que nos traziam.
Era um ambiente de convívio em que todas as pessoas cantavam, brincavam e desfrutavam de uma verdadeira noite entre amigos.
Lembram-se do Prócopo? Lá atrás da Proalimentar, completamente escondido, e camuflado naquele “bosque” envolvente como que protegendo a clandestinidade daquela casa que não se considerava um bar, mas sim de um local à porta fechada, só para amigos.
 “Não é um bar, estamos apenas numa festa de amigos”, era o que circulava como que um apelo à cumplicidade na intenção de perpetuar o local aberto e com o mesmo tipo de ambiente. A Etelvina (dona da casa), quando estava a “delirar” com uma música ou com as conversas de algum amigo e alguém a solicitava a vir à mesa para pedir algo, chegava a dizer “queres uma imperial? Um chouriço assado? Então vai ali ao balcão e tira tu que eu estou muito ocupada”.
Posso garantir-vos que em mais nenhum local além do Prócopo senti o que chamo e identifico como Tertúlia. Era um local fantástico em que as paredes eram literalmente um álbum de recordações, decoradas com capas de estudantes, fitas, guitarras, poemas, desenhos, caricaturas, guardanapos com piropos, fotografias de noites de farra, frequentadas por fadistas, desenhadores, músicos, poetas, escritores, bom vivants, que tinham a excelente característica de atiçar o convívio e a partilha da alegria.
Qualquer pessoa poderia ir ao canto da sala, pegar na viola e tocar, surgindo imediatamente cantares espontâneos dos presentes, bem regados de vinho e de uns petiscos. “Canta aí uma do Zeca, do Vitorino, ou do Fausto…”
Enfim, acho que esses ambientes desapareceram, não voltam mais, a não ser que alguém os ressuscite num gesto não comercial e mais cultural.
 
Aiiii que saudades….!!!!!!!!!!
 
24-04-2007
publicado por Paulo Batista às 00:53
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O “Carácter” das mãos:

Vamos fazer um exercício:
(Imagine-se numa galeria a ver uma exposição de fotografia exclusivamente de mãos, OK? Vamos lá então…)
 
Já alguma vez sentiu o que as mãos transmitem? Pense um pouco…. Talvez nunca tenha tido tempo e oportunidade para pensar no assunto.
 
Mãos:
 
-     Cor
·        Brancas
·        Pretas
·        Rosadas
·        Castanhas
·        Roxas
 
-     Feitios
·        Grandes
·        Pequenas
·        Esguias
·        Gordas
·        Magras
 
-     Cheiro
·        Perfumadas
·        Mal cheirosas
 
-     Vida
·        Fumadoras
·        Nervosas
·        Trabalhadoras
·        Delicadas
·        Trágicas
·        Tristes
·        Realizadas
·        Ricas
·        Pobres
·        Crentes
·        Acidentadas
·        Viciadas
·        Marginais
 
-     Beleza
·        Lindas
·        Belas
·        Rudes
·        Agrestes
·        Fofas
·        Queridas
·        Sensuais
·        Feias
·        Agressivas
·        Medonhas
 
-     Textura
·        Secas
·        Húmidas
·        Escamadas
·        Oleosas
·        Suaves
·        Rugosas
·        Sensíveis
·        Calejadas
·        Gretadas
 
-     História
·        Vividas
·        Experientes
·        Inexperientes
·        Conformadas
·        Novas
·        Velhas
·        Rebeldes
·        Modernas
·        Com Tradição
·        Abandonadas
·        Desprezadas
·        Castigadas
 
-     Marcas
·        Cortes
·        Sinais
·        Amputações
·        Cicatrizes
·        Deformações
·        Nascença
·        Manchas
·        Moda
·        Adornos
·        Dependências / Vícios
 
-     Qualidades
·        Acariciar
·        Confortar
·        Tocar
·        Sentir
·        Trabalhar
·        Elogiar
·        Excitar
·        Amparar
·        Criar
·        Comunicar
·        Cuidar
·        Reconfortar
  
-     Defeitos
·        Magoar
·        Ofender
·        Ferir
·        Bater
·        Destruir
·        Comunicar
·        Criar
·        Sentir
 
 -     Identidade
·        Pessoal e intransmissível (impressões digitais)
 
-     Inocência
·        Detentora da inocência desde a sua criação, até prova em contrário…..
 
 
-     Culpa
·        Serem escravas de um “tal” de cérebro que adultera a suas características originais.
 
 
Imaginando ou observando todas estas mãos, consegue formar opinião do carácter dos seus donos?
 
Claro que não, apenas pode supor as suas idades, vivências, as suas origens, o seu status social, a sua sorte na vida, mas nunca…nunca o seu carácter.
 
 
SÁBADO, 17 DE MARÇO DE 2007
As mãos feias
                                      
Há muito tempo atrás, existiu uma menina, muito linda, saudável e amável.
Não havia ninguém que não gostasse da menina, que tinha oito anos.  
Mas a menina ficava constrangida sempre que a viam com a sua mãe.
A mãe da menina era cheia de cicatrizes no corpo e no rosto.
Mas as mãos da senhora eram ainda mais horrorosas. Eram vermelhas, constantemente saia pus delas e ficavam em carne viva. Tinha ainda deformações horríveis. A menina detestava estar com a mãe em público. Não entendia por que razão a mãe era assim, e constrangia-se com a sua presença na escola ou em festas para as quais  era convidada.
Um dia, cansada de ser gozada pelas colegas e de ouvir comentários de pena dos professores, a menina chamou a mãe e perguntou:
 
 - Mãe, não há nada que possas fazer em relação ao teu corpo e às tuas mãos?
 
 - Não minha filha, respondeu a mãe.
 
 - Mas porquê?
 
 - Os médicos disseram que era irreversível minha filha.
 
 - Porque ficaste assim? Porque é que tu não és igual às mães das minhas colegas, que são lindas e possuem mãos mais belas ainda?
 
A mãe olhou para a filha e respondeu:
 
 - Há sete anos atrás, eu estava a tomar banho e a minha empregada deixou uma vela acesa próximo da cortina. A cortina incendiou-se devido ao contacto com a vela. Sai do banho e fiquei desesperada, pois bem perto da cortina estava o teu berço. Desesperada e vendo o fogo a alastrar, puxei a cortina com as minhas mãos, e, sem querer a cortina enrolou-se no meu corpo, com o fogo alto. A empregada trouxe um balde de água, e foi por isso que me salvei a tempo. Mas as cicatrizes tornaram-se irreversíveis. Mas não me arrependo, e a feiura das minhas mãos foi um preço pequeno a pagar pela tua vida.   
 A menina chorou e abraçou a mãe, pedindo perdão. Daquele momento em diante, nunca mais se envergonhou dela, e todos os dias repetia: obrigada.
 
Retirado de : http://blogdalipa.blogs.sapo.pt/9984.html
 
As mãos são escravas do nosso cérebro, apenas temos de recompensar essa dedicação usando-as sabiamente, com amor. E aí sim, elas serão capazes de mudar o mundo.
Agora sim, pode começar a observar as suas mãos e a tirar as suas conclusões sobre se as tem usado com sabedoria., mas lembre-se que nem tudo se vê a olho nu ou através de uma fotografia.
 
E já agora, não se vá embora sem antes lhe transmitir o meu agradecimento pela sua atenção com um aperto de mão
 
Bem-haja!
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publicado por Paulo Batista às 00:16
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Há certos momentos que não têm preço

Desde pequenos que temos vindo a coleccionar memórias e momentos, situações e acontecimentos que jamais esqueceremos, por mais irrelevantes para o futuro que sejam.
Falo de momentos que, pela sua beleza, pela saudade, pela raridade e mais importante ainda, momentos que nunca poderão ser repetidos na sua plenitude, pelo simples facto de as circunstâncias não serem as mesmas. A idade que tínhamos naquele instante, o estado psicológico de então, o espaço envolvente, as pessoas presentes (algumas poderão já não se encontrar entre nós), e outros elementos insubstituíveis que tornam um momento único numa memória eterna, um gesto num sentimento, uma amizade numa relação, um carinho numa saudade.
Confesso que tenho uma memória muito fraca, mas cheia de saudosos momentos, os quais continuo a coleccionar avidamente.
Não vos vou falar de quais os momentos que coleccionei até hoje, apenas queria que se desligassem por momentos do stress do dia-a-dia, carregassem na “tecla Pause” e dispendessem de 10 minutos para relembrar um pouco os vossos momentos mais relevantes e os colassem no vosso álbum de memórias.
Aposto que vai ser um exercício surpreendente…….
 
19-04-2007
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

A dignidade de um canudo

-Bom dia Manel.
-Bom dia Manuel.
-Bom dia Sr. Manuel.
-Bom dia Sr. Eng. Gonçalves.
-Bom dia Sr. Dr. Manuel Gonçalves.
-Bom dia Sr. Doutor Manuel Gonçalves.
 
Não, não são pessoas diferentes, são a mesma pessoa, apenas com em locais diferentes, ambientes mais ou menos familiares, com mais ou menos cerimónia.
Acontece que na nossa sociedade, o uso de nomenclaturas é para algumas pessoas motivo exacerbado de vaidade e prepotência, chegando a considerar-se seres superiores, inalcançáveis e de um estatuto que carece do melhor tratamento e bajulamento possível. 
É de lamentar, mas essa pretensão e presunção até funciona…, não me perguntem porquê. Talvez devido a uma ignorância e pobreza de espírito que leva o portuguesinho a sentir-se inferior como homem/mulher, numa atitude de submissão perante alguém que tem mais estudos. 
Na verdade, o uso destes títulos abre muitas portas na sociedade, como é verificado há séculos e que tem sido retratado por inúmeras pessoas, nomeadamente o escritor Eça de Queirós (ou deverei dizer Sr. Eça de Queiroz? Ou Sr. Dr. Eça de Queiroz? Ou algo mais “melhor bom quinté”?) que ao longo da sua obra relata a mesquinhice da sociedade nas suas mais pobres características, a pobreza de espírito, a ignorância e a prepotência? 
Como sabem, Eça de Queirós é objecto de estudo obrigatório nas nossas escolas há já muitos anos, e, sendo assim, será que não ficou nada na cabeça das pessoas? Não aprenderam nada? E dizem-se “eles” Eng.ºs e Dr.s,…..
Um dia quem sabe, os meus filhos também serão Eng.ºs Dr.s, não pelo título, mas sim pela formação, por terem adquirido conhecimentos e experiência que os poderão ajudar a vencer na vida, mas note-se que irei alertá-los para nunca se vangloriarem do facto de terem um curso em detrimento de outrem. 
A capacidade de um indivíduo não é medida pela nota de um curso, ou pela posse do mesmo, mas sim pela aplicação dos conhecimentos na vida activa, na medida exacta à capacidade de resolução de problemas, e na adaptação às mudanças e intempéries da vida. 
Também no caso de nenhum deles tirar um curso superior, irei educá-los para que mantenham a dignidade que possuem, pois essa não é adquirida numa universidade, mas sim na vida, no exercício do respeito pelos outros como indivíduos e não como portadores de títulos.
 
Esse sim é um canudo que como pai vou tentar ajudá-los a adquirir para que todos assinem por baixo a nota com mérito.
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publicado por Paulo Batista às 23:32
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Edificios esquecidos

Já se tornou tão vulgar vermos edifícios decadentes e abandonados, que já passamos por eles e nem reparamos no seu grau de degradação.
Alguns desses edifícios estão cheios de história e lembranças, outros são autênticos monumentos de arquitectura e da cultura portuguesa, outros são simplesmente insubstituíveis para quem gosta de apreciar a beleza dos mesmos.
Quantas vezes passámos por eles e questionámo-nos sobre a causa da indiferença por parte dos proprietários e das autarquias? Será apenas o interesse imobiliário e monetário a travar a recuperação destes espaços? Na minha opinião, sim!! É isso mesmo. Estão constantemente à espera que estes caiam para construir mais um mini centro comercial ou um prédio de luxo com arquitectura moderna e completamente fora do contexto em que está inserido.
Mais uma vez venho criticar algo que infelizmente não vai mudar, ou porque não há vontade moral dos proprietários e das autarquias para mudar para melhor, ou porque simplesmente a minha palavra não é suficientemente importante para ser ouvida.
Mas não seja por isso que omitirei e marginalizarei a minha opinião, pois acho que estes edifícios deveriam ser alvo que uma atitude mais interventiva.
As autarquias têm ferramentas suficientes para obrigar os proprietários a restaurar os edifícios. Se não querem ir por esse caminho que dá menos votos, mas teria resultados mais eficientes, poderiam ser inteligentes e lançar um programa de recuperação de edifícios da localidade com ajudas não só monetárias para embelezar a localidade, aconselhamento estratégico e com ajuda técnica de profissionais ou quem sabe com a cooperação de universidades e estudantes de Arquitectura e de Eng. Civil e ou escolas profissionais.
Hummmm…….Acho que sim….essa é uma excelente ideia.  
Aos edifícios abandonados, quando não houver vontade dos proprietários os recuperarem, expropriem-nos e façam locais de utilidade publica com por exemplo zonas de lazer e cultura que tão necessárias e deficitárias são. Quanto às habitações que estejam ocupadas e que por motivos diversos os proprietários não possuam meios para as obras necessárias, então sim entra o programa de recuperação com ajudas e cooperação das escolas e estudantes.
Lembrem-se que o aprovisionamento em escalas maiores reduz o custo de materiais e mão-de-obra.
E então??? Porque não metem as mãos à obra?
publicado por Paulo Batista às 23:27
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As minhas 3 Rosas

Todos os dias vejo as minhas Rosas, umas vezes com atenção e dedicação, outras nem tanto como desejo, infelizmente.
Na verdade, poderá parecer à partida que não lhes ligo, ou simplesmente não lhes dou a importância devida, mas garanto-vos que não é verdade, são vitais para mim.
São 3 Rosas diferentes umas das outras, mas igualmente importantes. Por vezes esqueço-me de as regar, consequentemente perdem a vivacidade característica, mas logo, logo, vou cuidar delas, disso ninguém me pode acusar. Seria para mim suicídio não tratar delas, seria como não tratar de mim.
Confesso que por vezes poderia ser mais responsável, mais presente e dar mais atenção aos factores que podem afectar a sua saúde e disposição, não deixando os espinhos crescerem, cortando as folhas secas, regando e mantendo sempre a sua luz característica.
Mas sinto que não é o suficiente, sinto-me impotente para dar a atenção merecida, ou porque venho cansado do trabalho, ou porque simplesmente não tenho tempo, ou porque não tenho jeito para cuidar devidamente.
Tenho orgulho nas minhas Rosas, cuido delas o melhor que sei, mesmo que não seja da forma ideal, falo todos os dias com elas e faço questão de lhes dizer o que sinto.
Elas são tudo para mim, e prefiro murchar eu primeiro do que deixar qualquer coisa destruir o perfume que nos rodeia.
Prometo portanto continuar a cuidar delas o melhor que sei, dando carinho e amor, porque é a única maneira que conheço de manter esse maravilhoso perfume.
 
Dedicado às minhas “Rosas”
Paulo Batista – 19/04/2007
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Formação vocacional

Eis um tema que muito me tem preocupado nos últimos anos.
Com o avançar da idade e o aumento de experiência de vida, surgem-nos questões que antes eram impensáveis, tais como:
 
- É mesmo esta profissão que eu quero para o resto da minha vida?
- Por que carga de água é que tirei este curso?
- Afinal esta profissão não me completa.
- Necessito de mudar de profissão quanto antes, senão dou em doido/a.
- E agora? Quem me vai dar trabalho? Acho que deveria ter pensado nisto mais cedo e ter arriscado quando pude.
- Eu gostava de trabalhar neste ou naquele emprego, mas não tenho formação e tenho medo da mudança, pois tenho encargos e família e estas são responsabilidades que não posso ignorar nem por em risco.
 
Estas e muitas questões passam pela cabeça de milhares de pessoas, mas a resposta infelizmente só é achada por um número muito pequeno de indivíduos e ainda mais reduzido serão os que conseguem dar a volta por cima e realizar-se.
Penso que seria um assunto em que o Estado português poderia actuar com empenho e com garra.
Deveria atacar em duas frentes, na de formação dos estudantes explorando as suas aptidões, os seus gostos e encaminhando-os no caminho certo e alertando-os para  os prós e contras de tal opção (provavelmente até com a ajuda de empresas da região), antes destes tomarem a decisão de qual o curso que vão enveredar, e noutra frente a da classe etária dos 30 a 35 anos que se encontram no mercado de trabalho e que pelos motivos mais diversificados não consegue, não tem coragem ou simplesmente não têm incentivo para mandar a pedra ao charco e mudar de emprego antes que seja demasiado tarde para dar tal passo.
Se houvesse uma acção de intervenção deste género na sociedade por parte do Estado, alguma política de segurança precavendo o risco de tal mudança, eu quase poderia dizer que a produtividade dos portugueses ganharia terreno, assim como a sua saúde mental.
É verdade que muito factores podem adulterar tal problema ou sucesso, mas valia a pena tentar, não acham?
 
- Atenção!!! Não quero com isto desresponsabilizar ninguém das suas funções de progressão por meios próprios, porque de modo nenhum alguém deve tomar como certa a ajuda de outro sem que faça o mínimo esforço para vencer os obstáculos.
 
“Não é tarde para mudar o que estava mal, mas será sempre tarde se não tentarmos agora, neste momento.”
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publicado por Paulo Batista às 23:10
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

O encanto dos pátios / Bem vindos

Abandonados e esquecidos no tempo, longe dos olhares dos comuns, disponíveis apenas a alguns afortunados que neles vivem, convivem, desfrutam, e se refugiam nestes locais carismáticos e ao alcance de tão poucos.

 

Falo obviamente de pátios. Para alguns é apenas uma divisão de algumas casas, para outros um local quase sagrado, onde a saudade é um sentimento sempre presente, E vem-me imediatamente à memória o titulo do filme de Vasco Santana, o “Pátio das Cantigas”. Pois é, a lembrança não é pela fama do filme, mas pela sua história, pelo seu carisma e tradição, rico em histórias. Histórias essas, que vamos descobrir e desvendar aos poucos com a vossa ajuda nesta visita que vos proponho.

 

Seria uma tarefa compensadora e deslumbrante visitar todos os pátios, descobrir as suas histórias de amor, de paixão, de convívio familiar, de trabalho árduo, de brincadeiras inocentes de criancinhas que agora são adultos e idosos, tradições familiares, hobbies, jardinagem e muitas outras vivências por recordar.

 

Porém, não só as vivências me fascinam, também a arquitectura. Pedaços de muros remendados com um pouco de cimento comprado ali na loja da esquina, a pedra que tanto nos conforta, o musgo que se instala, os vasos velhos e sujos de terra que se acumulam em filas de flores fazendo um arranjo natural de feitios, cores e cheiros. A inevitável presença de materiais ferrugentos, portões, ferragens, ferramentas, e outros objectos. Aqui e ali espreita o tradicional tijolo, como remendo de um buraquito que apareceu, ou simplesmente como banco coberto de uma tábua velha que estava algures ali no canto e que pertencia a uma mobília da qual já ninguém se lembra.

 

Olhar para o tradicional gato que vagueia nas redondezas à procura de um pouco de comida que habitualmente lhe dão, hoje aqui, amanhã ali, dentro daqueles pratos que se encontram cheios de leite ou com restos de peixe do almoço, escondidos na sombra de uma sardinheira.

 

A presença do tanque de cimento, ou a pia, do tempo da Maria Caxuxa, o cheiro a sabão azul, daquele em barra, compõem aquele ambiente tradicional de um pátio com o estendal de roupa a secar ao vento e com aquela nesga de raios de sol que tão difícil são de recolher para alguns, os gritos da avó Matilde a chamar o Joãozinho para vir comer ou para ir pedir uns ovos à vizinha porque os seus não chegam para fazer aquele pão-de-ló delicioso, as tardes silenciosas com um murmurar do rádio sintonizado na Renascença a fazer companhia a uma velhinha a passar o tempo a fazer essas maravilhas em renda, tais como uma colchinha para a sua neta que vai casar, que cada vez mais se ignoram e mais raras se tornam.

 

Pois é….muito se poderia dizer sobre um pátio, a riqueza de um local, vila, aldeia ou mesmo cidade, pode estar um pouco escondida nestes locais e nos seus habitantes. Não devemos ignorá-los mais tempo, devemos recolher toda estas histórias, lembranças e culturas de um habitat tão pequeno e em vias de extinção.

 

Por isso vos peço, ide falar com os vossos pais, avós, tios vizinhos, levai um chá e uma bolachinhas, peçam para irem lanchar lá para fora, dentro do pátio, e descubram estas histórias e ambientes que estão a cair no esquecimento, tirem fotos deles, das plantas, dos gatos, dos pormenores que vos toquem mais no coração, apontem histórias, vivências, acontecimentos, segredos, passados nestes locais, para mais tarde mostrarem aos vossos filhos o significado daquela palavra que vem no dicionário e que deixou de existir fisicamente. O “pátio”

 

Apressem-se, não vamos perder tempo e comecemos a recolher este tesouro que anda por ai espalhado e desaproveitado, quem sabe se o nosso contributo não servirá para perpetuar o verdadeiro carisma destes locais e dos seus habitantes.

 

Para que a recolha seja feita em quantidade e qualidade suficiente para uma triagem rica em resultados, agradeço o envio dos testemunhos que bem entenderem para o e-mail ideiasolta@sapo.pt

 

Este blog surgiu do nada e que espero que chegue até onde for possível, dou como exemplo o carisma do Pátio, semelhante ao que gostaria de criar aqui neste blog. Que esteja sempre aberto a todas as pessoas, que sejam bem vindas e que façamos deste cantinho um local de muitas tertúlias com interesse, com ideias e com “mel”.

sinto-me: Confortável
publicado por Paulo Batista às 00:56
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